20 agosto 2017

Relato de prática: Desenho mágico

Uma das propostas da Educação Infantil é a de ampliar o repertório das crianças em relação aos
suportes e instrumentos utilizados nas Artes Plásticas. O importante do fazer artístico, como sabemos, é todo o processo: o produto final é apenas consequência!

Os desenhos mágicos: canson, giz-de-cera, nanquim preto, pincel e palito de churrasco
Aproveitando todo o encantamento das crianças nas últimas semanas por personagens como bruxas e fadas, trouxe na semana passada para o nosso ateliê uma proposta muito divertida de atividade: o desenho mágico, que também ilustrou um cartão - que cada criança entregou para a sua pessoa amada.

Galerinha no ateliê pintando a base para o desenho mágico
Antes de começar, como em qualquer atividade, expliquei o que faríamos, qual seria o resultado e quais materiais utilizaríamos. Em seguida, orientei para que todos preenchessem uma folha de canson com giz-de-cera colorido. Era importante que não deixassem nenhum espaço em branco e variassem nas cores para que o resultado ficasse ainda mais mágico!

02 agosto 2017

Relato de prática: Xilogravuras e Cordel

Outra atividade de artes que fiz com a turminha de Infantil I (4~5 anos) relacionada ao Nordeste
(do tema gerador Viajando pelo Brasil) foi a produção de xilogravuras.
Algumas das nossas xilogravuras já prontas!
Como a sequência envolvia as diferentes linguagens e o foco de nossos estudos deste ano no grupo de professores é Literatura Infantil, comecei conversando com eles sobre literatura de cordel e apresentando alguns vídeos do canal Cordel Animado (#fikadika). Também li o cordel O Barato da Barata, do livro Cordelinho (Chico Salles), e mostrei para eles alguns que vieram do nordeste a fim de apreciarem suas capas e entenderem o que são xilogravuras.


Um dos vídeos do Cordel Animado. Acesse o canal deles para conhecer outros!

Enquanto os cordéis circulavam de mesa em mesa, observei algumas crianças que os abriam e olhavam durante algum tempo para as suas páginas cheias de poesias e sem ilustrações:


Prô: O que vocês estão fazendo?
Criança: Lendo, né, prô! 

Após toda essa apresentação, fomos para o nosso ateliê de artes colocar as mãos na obra! A proposta era de que fizéssemos xilogravuras para virarem bandeirinhas que enfeitariam parte do corredor para o dia da Festa Junina.

As crianças desenhando com lápis nas bandejas de isopor
O primeiro passo foi mostrar como funcionava todo o processo e pedi para que me sugerissem um desenho que remetia ao nordeste: sugeriram um coqueiro! Fiz então a minha xilogravura... Entre muitos "uau!" e expressões de surpresa, um certo comentário me fez rir:

"Só que eu achei meio feio, prô!"

Realmente as nossas xilogravuras não saíam exatamente iguais aos desenhos do suporte e nem tão nítidas quanto as dos cordéis apresentados, mas o importante, como toda atividade de artes na Educação Infantil, é o processo em si!

Em seguida, cada criança recebeu uma bandeja de isopor e propus para que fizessem os seus desenhos utilizando lápis preto. É claro que o grafite do lápis mal aparecia na superfície, mas foi no segundo passo que a magia aconteceu: com pincel, eles espalharam nanquim preto nas bandejas e carimbamos em folhas de sulfite coloridas (também utilizadas nas capas de cordéis). A cada uma dessas "carimbadas" as meninas e meninos se surpreendiam mais, porque dependendo da pressão que colocavam no isopor os desenhos saíam mais claros, mais escuros, com mais detalhes, faltando alguns...

Hora de passar o nanquim!
Foi uma experiência bastante interessante, já que adoraram carimbar, compararam a textura do nanquim com outras tintas (ele é bem ralinho e rende mais!), compreenderam como se dá o processo das xilogravuras e apreciaram as obras dos amigos! Nosso varal com as bandeirinhas também ficou uma graça! <3
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