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02 agosto 2017

Relato de pr√°tica: Xilogravuras e Cordel

✎ Por Fernanda Fusco
Outra atividade de artes que fiz com a turminha de Infantil I (4~5 anos) relacionada ao Nordeste
(do tema gerador Viajando pelo Brasil) foi a produ√ß√£o de xilogravuras.
Algumas das nossas xilogravuras j√° prontas!
Como a sequ√™ncia envolvia as diferentes linguagens e o foco de nossos estudos deste ano no grupo de professores √© Literatura Infantil, comecei conversando com eles sobre literatura de cordel e apresentando alguns v√≠deos do canal Cordel Animado (#fikadika). Tamb√©m li o cordel O Barato da Barata, do livro Cordelinho (Chico Salles), e mostrei para eles alguns que vieram do nordeste a fim de apreciarem suas capas e entenderem o que s√£o xilogravuras.




Um dos vídeos do Cordel Animado. Acesse o canal deles para conhecer outros!

Enquanto os cord√©is circulavam de mesa em mesa, observei algumas crian√ßas que os abriam e olhavam durante algum tempo para as suas p√°ginas cheias de poesias e sem ilustra√ß√Ķes:


Pr√ī: O que voc√™s est√£o fazendo?
Crian√ßa: Lendo, n√©, pr√ī! 

Ap√≥s toda essa apresenta√ß√£o, fomos para o nosso ateli√™ de artes colocar as m√£os na obra! A proposta era de que fiz√©ssemos xilogravuras para virarem bandeirinhas que enfeitariam parte do corredor para o dia da Festa Junina.

As crianças desenhando com lápis nas bandejas de isopor
O primeiro passo foi mostrar como funcionava todo o processo e pedi para que me sugerissem um desenho que remetia ao nordeste: sugeriram um coqueiro! Fiz ent√£o a minha xilogravura... Entre muitos "uau!" e express√Ķes de surpresa, um certo coment√°rio me fez rir:

"S√≥ que eu achei meio feio, pr√ī!"

Realmente as nossas xilogravuras não saíam exatamente iguais aos desenhos do suporte e nem tão nítidas quanto as dos cordéis apresentados, mas o importante, como toda atividade de artes na Educação Infantil, é o processo em si!

Em seguida, cada crian√ßa recebeu uma bandeja de isopor e propus para que fizessem os seus desenhos utilizando l√°pis preto. √Č claro que o grafite do l√°pis mal aparecia na superf√≠cie, mas foi no segundo passo que a magia aconteceu: com pincel, eles espalharam nanquim preto nas bandejas e carimbamos em folhas de sulfite coloridas (tamb√©m utilizadas nas capas de cord√©is). A cada uma dessas "carimbadas" as meninas e meninos se surpreendiam mais, porque dependendo da press√£o que colocavam no isopor os desenhos sa√≠am mais claros, mais escuros, com mais detalhes, faltando alguns...

Hora de passar o nanquim!
Foi uma experiência bastante interessante, já que adoraram carimbar, compararam a textura do nanquim com outras tintas (ele é bem ralinho e rende mais!), compreenderam como se dá o processo das xilogravuras e apreciaram as obras dos amigos! Nosso varal com as bandeirinhas também ficou uma graça! <3

2 coment√°rios:

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