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18 fevereiro 2023

5 livros ilustrados para ler no carnaval com as crianças e outras possibilidades

✎ Por Fernanda Fusco
O Carnaval chegou e, se faz sentido para a comunidade onde a escola está inserida e é do interesse das nossas crianças, pode ser sim festejado desde que contextualizado de forma significativa, valorizando as mais variadas histórias e culturas de nosso país - afinal, diferente de outras datas comemorativas, as manifestações carnavalescas brasileiras são reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO. Para refletir um pouco mais a respeito, acesse essa publicação da professora Maíra Braga!

Imagem gerada pela inteligência artificial MidJourney para o Fala, Prô!
No post de hoje, deixaremos dicas de 5 livros ilustrados para lermos com as crianças (tanto neste mês como ao longo de nosso ano letivo) e algumas possibilidades. A partir das obras que selecionamos, além de contextualizarmos esse e outros temas e contribuirmos para aumentar o repertório cultural da molecada, também podemos realizar propostas para desenvolver outras habilidades e competências. Mas é sempre importante lembrar que nem todos os momentos de leitura devem ser acompanhados por alguma vivência, especialmente se queremos desenvolver a estratégia de leitura deleite (ou leitura por prazer)!

Fevereiro (Carol Fernandes)

Em Fevereiro, da autora e ilustradora Carol Fernandes, acompanhamos os preparativos para o Carnaval de Salvador pelo olhar de um garotinho que observa tudo o que está acontecendo em sua casa: para ele esse mês é marcado pelo desfile dos Filhos de Ghandy, o maior grupo de afoxé da Bahia. As ilustrações transmitem uma sensação de movimento e fluidez, e são belamente coloridas em tinta guache com destaque para o branco e o azul de Iemanjá, que também são as cores do bloco. O livro foi dedicado à Gilberto Gil, compositor da canção Filhos de Ghandi, e trata também a respeito da descoberta, da tradição e da ancestralidade. Clique aqui ou na imagem ao lado caso tenha interesse em comprar!

12 outubro 2021

Semana da Criança: A escola enquanto espaço de mudança

✎ Por Fernanda Fusco

Já experimentaram perguntar aos pequenos e pequenas qual o significado do Dia das Crianças? Há anos questiono as minhas turmas e, sem nem um pingo de surpresa, ouço da maioria que a data serve para receber presentes ou visitar lojas para escolher brinquedos. Mas o que, de fato, comemoramos? 🤔

Imagem meramente ilustrativa: dia de troca de brinquedos (2018). Arquivo pessoal.

No dia 12 de Outubro, além de ser considerado feriado nacional devido à celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida para os católicos, celebramos o Dia das Crianças: de acordo com uma matéria publicada no portal BBC News Brasil,

No dia 12 de outubro de 1923, o Rio de Janeiro, então capital federal, sediou um evento que reuniu estudiosos de infância e políticos de vários países. Era o Congresso Sul-Americano da Criança, cuja pauta discutia questões educacionais, alimentares e de desenvolvimento.

Graças a empresas como Estrela Johnson & Johnson (mais especificamente em 1955), a data foi apropriada pelo comércio que tem como objetivo, obviamente, vender mais nesta época do ano. Não é à toa que, assim que chega o mês de outubro, começamos a ser bombardeadas(os) por propagandas de brinquedos e outros produtos direcionados ao público infantil e, por consequência, nossas crianças também são atingidas.

Embora o currículo não deva ser pautado pelas datas comemorativas, a necessidade de não perpetuar a cultura do consumo desenfreado pode servir como disparador para um trabalho reflexivo em nossa unidade - mas que também pode (e deve!) ser estendido para outros meses. Considerando que a escola é espaço de mudança, o que nós, enquanto educadoras e educadores, podemos fazer para ressignificar essa data e não reproduzir o que já vem sendo feito na sociedade há anos a fio? A seguir, traremos algumas sugestões de práticas para realizar com os pequenos e pequenas ao longo (ou a partir) da Semana da Criança!

17 outubro 2020

Distanciamento social e retorno à escola em tempos de pandemia: ideias de atividades

✎ Por Ekatherina Ugnivenko

Embora a pandemia de COVID-19 continue sendo uma realidade ao redor do mundo e o Brasil seja um dos epicentros da doença, instâncias públicas e instituições privadas vêm insistindo em um retorno ao ensino presencial - ao menos parcial, para acolhimento de crianças e adolescentes.

Este post tem como intenção trazer ideias práticas para estes momentos de reencontro. Sabemos que este é um ano que tem demandado demais dos professores, e por isso vamos elencar diferentes atividades possíveis em um ambiente que respeite o distanciamento social e diferentes configurações que possam vir a se apresentar em diferentes realidades escolares.

No post de hoje falaremos sobre algumas atividades coletivas, que podem ser realizadas em grupos de diferentes tamanhos. As ideias a seguir são possibilidades para diferentes faixas etárias. Ao longo das próximas semanas, traremos mais sugestões!


Cumprimento personalizado

Convide seus alunos para definir um gesto que será o cumprimento do grupo. Embora algumas ideias tenham se disseminado nas mídias (como o toque de pé, ou de cotovelo), considere estimular movimentos que respeitem preferencialmente um metro e meio de distanciamento.  


Cápsula do tempo

Convide os alunos para levarem para a escola registros do ano atual. Estes registros também podem ser produzidos na escola, aproveitando que esta produção pode ser feita individualmente. Cuide para que os alunos registrem suas ideias individualmente, para que os registros representem a pluralidade das impressões dos alunos. Além disso, inclua desenhos, recortes de revista, jornais ou panfletos. Para dar um toque pessoal para a cápsula do tempo, inclua também fotos das crianças. Outros objetos não perecíveis também são bem vindos, desde que a atividade seja muito bem explicada aos alunos: a cápsula do tempo não deverá ser aberta tão cedo... 

29 junho 2017

Avaliação: Autoavaliação na Educação Básica

✎ Por Fernanda Fusco
Mãozinhas fazendo uma autoavaliação no Infantil I

Durante toda a minha educação básica, eu sequer havia ouvido falar em autoavaliação: só fui conhecer este termo na graduação, quando meu grupo e eu tivemos que avaliar um de nossos trabalhos para compor parte da nota final. Lembro que nessa e nas outras vezes em que me avaliei senti muita dificuldade: como recordar de todo o percurso e me dar uma nota justa? Será que se eu me avaliasse com um 10 seria muita falta de modéstia? Um 7 seria muito pouco para o meu esforço e dedicação? Será que minha professora concordaria com isso? Qual nota será que ela me daria? Talvez se eu tivesse vivenciado essa experiência anos antes, não seria tão complicado e eu não teria receio em ser mais honesta e espontânea!

Mas será que é possível propor autoavaliações durante a educação básica? Será que as crianças e adolescentes têm maturidade para refletir acerca de seus comportamentos, conhecimentos, habilidades, competências...? Ao fazer estágio em uma escola de Educação Infantil da rede particular, descobri que sim, é possível fazer desde muito pititico!

Sempre realizo autoavaliações com os alunos e estas complementam os meus registros sobre cada um. Ela pode ser realizada com toda a turma ou individualmente, você orientando item por item ou deixando que leiam sozinhos, em folha impressa ou no próprio computador, conversando coletivamente e perguntando como cada um está preenchendo ou deixando-os em silêncio... Depende de como você ou a turma preferir! O importante é adequar a linguagem à cada faixa etária (ou explicar o significado das palavras que não conhecem), pensar em itens para avaliar inspirados em sua rotina (nas regras de convivência construídas pelo grupo, por exemplo) e orientá-los para serem sinceros, já que deverão observar o que ainda precisam melhorar para um próximo período (mês, semestre, ano). Propor para que utilizem lápis-de-cor ou giz-de-cera para colorir deixa o registro muito mais visual e fácil de interpretar!

É importante lembrá-los também com frequência para direcioná-los ao longo do ano:

"Vocês disseram na autoavaliação que sempre ajudam a organizar a sala, mas é isso o que está acontecendo agora?"

"Lembra na autoavaliação que você disse que iria melhorar em relação ao convívio com os colegas? Você acha que deve se esforçar um pouco mais?"

"Na autoavaliação, você explicou que no mês passado não caprichava tanto em suas atividades. Agora vejo que está se dedicando mais!"

O resultado sempre é muito positivo, mesmo que realizada apenas uma vez! As crianças e adolescentes normalmente demonstram grande interesse em superar o que consideram negativo e adoram fazer comparações no final do período para descobrir o que mudaram!

Para se inspirar, deixarei links de algumas autoavaliações que fiz ao longo desses anos:


E você, já trabalhou com autoavaliações? Relate as suas impressões nos comentários! =)

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