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11 maio 2023

Segunda Chamada: educação e resistência na sua telinha

✎ Por Mayara Gonçalves
Você, que é educador ou educadora, já se sentiu realmente representado por uma série de TV? Pois a minha indicação no texto de hoje certamente tocará a sua trajetória pedagógica e pessoal de maneira especial. Ao assisti-la certamente você se lembrará de alguns desafios que enfrentou durante a sua jornada de trabalho ou até mesmo reviverá sentimentos de quando era estudante. Então prepare-se!

Imagem de divulgação com elenco da série Segunda Chamada

Escrevo este texto exatamente 2 semanas após ter terminado de maratonar as duas temporadas da série Segunda Chamada, disponível no GloboPlay. E, mesmo depois deste tempo, ainda estou refletindo sobre o impacto da produção na minha vida.

Protagonizada por Debora Bloch, a série tem um elenco robusto e conta mais sobre a rotina de uma escola pública fictícia chamada (sugestivamente) de Carolina Maria de Jesus, dando ênfase à história da turma de ensino noturno na modalidade EJA. E a beleza da produção começa por este pilar: feito a trajetória da escritora que nomeia a escola, Segunda Chamada traz em sua essência a segunda chance que a vida deu à jovens adultos através da educação. Além disso, nos convida a ter uma nova perspectiva sobre os dramas vividos pelo corpo docente em um contexto precarizado de ensino. 

14 novembro 2020

Política na Escola: "Sou professora, mas não discuto política!"

✎ Por Fernanda Fusco

Ao longo de alguns anos, escolhi não me manifestar quando o assunto era política: considerava pouco acessível, não questionava e tinha medo de transparecer a minha ingenuidade e ignorância, deixando os debates para os supostos "eruditos" de plantão (ou papagaios de telejornal?). Mesmo após formações, leituras e pesquisas, acabava optando pelo silêncio, mas desta vez com medo de represálias por conta da minha visão de mundo. Quantas vezes não ouvimos que política não se discute, não é mesmo? Com o passar do tempo, descobri que tudo se discute: depende se você e seus interlocutores estão dispostos a ouvir e compreender! Percebi também o quanto é importante me posicionar politicamente, especialmente por ser educadora e compreender o meu papel na formação de cidadãos críticos, autônomos e emancipados. E, às vésperas das eleições municipais, decidi quebrar meu silêncio: vamos discutir política e pensar sobre o impacto de nossas escolhas? Agradeço inicialmente à professora Nelice Pompeu, que atua na rede pública municipal de São Paulo, está sempre engajada nas questões políticas e sociais e que me deu um empurrãozinho para que este post fosse possível!

Imagem meramente ilustrativa: eleição de representantes da minha turma para o Conselho Mirim (2019)

Veja, política vai muito além de decidir entre esquerda ou direita, consumir notícias da revista semanal, compartilhar memes criticando nosso despresidente ou ter um político de estimação: tudo o que nos rodeia é política! As nossas ações, as nossas escolhas, os nossos relacionamentos e até você, a partir do momento em que pisou nesta Terra (esférica!), é um ser político! Quando nos organizamos nas mais variadas instituições estamos fazendo política, pois pensamos e executamos ações que envolvem (ou deveriam envolver) um bem comum - a quadrinista Racka Abe ilustra alguns exemplos em seu Manual da Vida Adulta, no final deste post.

15 outubro 2020

Dia dos professores e o início de um novo ciclo

Ilustração por Leo Shin
✎ Por Fernanda Fusco
Fala, professoras e professores! Há quanto tempo, não? É com muita alegria que, em nosso dia 15 de Outubro, anunciamos a volta do Fala, Prô! Neste novo ciclo, contamos com a parceria de uma amiga querida e educadora maravilhosa Ekatherina Ugnivenko, que é graduada em Letras (PUC-SP), Pedagogia e especialista em educação bilíngue. A Kathy, como também é carinhosamente chamada, atua como professora de inglês na rede particular de São Paulo e, ao longo de seus 12 anos de carreira, trabalhou com crianças e adolescentes da Educação Infantil ao Ensino Médio e até em instituto de línguas!

Ekatherina com seus alunos observando o bicho-pau

Pretendemos continuar trazendo por aqui nossos relatos de prática, descobertas, dicas e desabafos com o propósito de construir um ambiente de diálogo com outras educadoras e educadores, bem como demais interessados pela área da educação! Por isso o seu comentário aqui, em nosso Facebook ou Instagram, sempre será muito bem-vindo! 💕

27 junho 2017

14 conselhos para novos professores

✎ Por Fernanda Fusco
Você finalmente concluiu a sua licenciatura: está com o seu diploma em mãos e apto a "comandar" a sua própria sala de aula. Seja em escolas particulares ou públicas, os desafios que enfrentamos são diários, mas ainda maiores quando somos novos na área e com pouca experiência! Além dos problemas rotineiros e presentes em todas as unidades escolares, a ansiedade e insegurança também nos acompanham no início da carreira!

Em um daqueles momentos em que me lembrava do meu primeiro ano enquanto educadora, resolvi lançar no Facebook a seguinte pergunta para os meus amigos professores:

Aproveite e venha deixar o seu comentário também!

Com base nas respostas, nas minhas memórias e antigos registros, elaborei esta lista com alguns conselhos para você que ingressou há pouco tempo!

1. Observe, ouça e aprenda com toda a equipe da unidade

 

É comum sairmos da licenciatura carregados de uma certa arrogância: por mais que saibamos que a realidade em sala de aula possa ser complicada, achamos que temos todas as respostas e muitas vezes julgamos outros profissionais por cometerem erros que nunca cometeríamos (ou que dizíamos que nunca iríamos cometer). Essa arrogância pode acabar nos isolando e nos cegando em relação às coisas boas que acontecem no dia-a-dia da escola!

Meu primeiro conselho é que abra os olhos, os ouvidos, a cabeça e o coração para as pessoas que fazem a escola ser o que ela é. Converse até mesmo com aqueles profissionais que parecem ter princípios ou concepções muito diferentes das suas: acredite, você vai aprender muito com eles! É conversando e entendendo o ponto de vista do outro (mesmo que nem sempre concorde) que superamos também muitos de nossos preconceitos: no meu caso, o que mais me marcou foi perceber que nem todo professor antigo é ultrapassado, estagnado e sem vontade de aprender - inclusive conheci professores com o pé quase na aposentadoria fazendo o que muito professor novinho não tinha coragem de tentar.

Com o tempo, você vai finalmente perceber que estão todos no mesmo barco e com os mesmos objetivos: cada um tentando alcançar de uma forma, mas o objetivo é sempre o de construir conhecimentos e desenvolver os seus alunos. Quem sabe também não rolam algumas parcerias?

2. Planeje, planeje muito!

  
 
"Cada minuto planejando as atividades que serão propostas garante uma aula muito mais encadeada e tranquila. As crianças sentem quando a aula não foi planejada e o professor está apenas "indo com a maré" e tendem a reagir da mesma forma: com desinteresse, displicência, falta de vontade. Com a internet e um pouco de paciência, é possível encontrar várias ideias criativas e sequencias didáticas super ricas que ajudam muito no planejamento. O planejamento a curto e longo prazo possibilita ter um olhar panorâmico sobre de onde estamos partindo e onde pretendemos chegar. Enfim, é um tempo muito bem gasto, e embora pareça muito difícil no início da vida docente, a prática vai se tornando cada vez mais ágil com a experiência." Conselho da professora Ekatherina Ugnivenko!

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