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06 agosto 2024

Agosto Dourado: A importância da informação sobre amamentação e do acolhimento de lactantes e bebês na escola

✎ Por Fernanda Fusco
O leite humano é o melhor alimento que bebês podem receber, já que fornece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável, além de anticorpos e água. No entanto, embora devesse ser naturalizado e apoiado pela nossa sociedade (especialmente por ser uma questão de saúde pública), o aleitamento muitas vezes se transforma em um desafio para quem amamenta. As dores, a falta de informação, o retorno ao trabalho e a ausência de acolhimento são alguns dos obstáculos que lactantes precisam enfrentar, o que resulta muitas vezes no desmame precoce de bebês e/ou na introdução de fórmulas infantis ou compostos lácteos (que são alimentos ultra processados) sem que haja uma necessidade real para isso.

Imagem meramente ilustrativa gerada pela inteligência artificial MidJourney para o Fala, Prô!

O Agosto Dourado desempenha um papel crucial na promoção e apoio ao aleitamento humano, incentivando a conscientização sobre seus benefícios, o diálogo e dando visibilidade aos desafios enfrentados pelas pessoas que amamentam. O mês serve também como um lembrete da importância de promover espaços acolhedores e com boas informações (baseadas em evidências científicas) para que a amamentação possa ser uma experiência bem-sucedida.

Por isso, no podcast de hoje vamos mergulhar no universo do aleitamento humano, explorando os obstáculos enfrentados pelas pessoas lactantes; a importância da disseminação de informações, apoio e acolhimento; o papel das escolas na promoção e proteção desse ato tão essencial; e os avanços conquistados com a CEI Amigo do Peito, campanha educativa desenvolvida pela CODAE da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Confira nosso novo episódio clicando no play logo abaixo e, para mais informações, continue lendo esta publicação e acessando os links sugeridos!

Episódio desenvolvido como trabalho final para a disciplina de ATPA III ministrada por Thaís Brianezi do curso de Educomunicação (USP)

19 março 2023

Entrevista: Luciana Conceição, as Mini Histórias e reflexões sobre olhares e encantamentos

✎ Por Fernanda Fusco
Fala, professoras e professores! É com muita alegria que anunciamos o lançamento do primeiro episódio de nosso podcast no Spotify, que tem como intencionalidade estabelecer  diálogos com pessoas potentes de nossa área (ou até mesmo de fora dela!), conhecendo suas histórias e aprendendo com suas partilhas, estudos, reflexões e formas de enxergar o mundo!

Foto de entrevistada Luciana Conceição. Arquivo pessoal da educadora.
Hoje recebemos a coordenadora pedagógica e mestranda em educação Luciana Conceição, que tivemos o privilégio de encontrar em sua formação Mini Histórias: O ordinário da vida é o extraordinário. Conheceremos um pouquinho a respeito de sua trajetória na área, de suas concepções de infância e de ensino-aprendizagem, conversaremos sobre o valor do encantamento tanto para as/os educadoras/es como para incentivar nas próprias crianças e, é claro, saberemos mais sobre o que é essa forma de observar/registrar as descobertas das infâncias, as produções de culturas infantis e o desenvolvimento das crianças. Você pode acompanhar a entrevista tanto através de áudio como através deste texto, e trazemos também algumas dicas e imagens ao longo da publicação! 😉

Para ouvir o podcast completo, acesse o Spotify!

Seja muito bem-vinda ao nosso espaço, Luciana! Gostaríamos de conhecer um pouco sobre você: sua trajetória, de onde veio, sua formação e como chegou à área da educação.


Oi! Meu nome é Luciana Conceição, eu tenho 33 anos e resido na cidade de São Paulo. Minha primeira graduação foi em turismo e logo depois eu me especializei em gestão cultural. Em uma viagem - que eu chamo de uma "viagem de transformação de vida" - que eu realizei em 2014 pra Índia, eu migrei definitivamente para a área da educação (sempre com um foco na educação infantil). Me formei em pedagogia pela Faculdade de Educação da USP - logo após a viagem eu prestei o vestibular e ingressei na universidade - e atualmente eu faço mestrado em Educação, Linguagem e Psicologia também pela FEUSP. Lá eu tenho investigado as relações que se estabelecem entre as infâncias, o teatro, a cidade, a partir do processo criativo de um grupo de teatro pra crianças e como que essas relações ensejam novas formas de se pensar, de construir e de ver o mundo. E atualmente eu trabalho como coordenadora pedagógica.

28 novembro 2020

Entrevista: Mayara Gonçalves

✎ Por Fernanda Fusco

Fala, professoras e professores! É com muita alegria que anunciamos a chegada da mais nova colaboradora de nosso projeto: a Mayara Gonçalves, que ampliará nossos olhares para a pessoa com deficiência em seus artigos mensais! Nesta entrevista, a especialista em marketing digital e fada-madrinha na Make a Wish Brasil contará pra gente um pouco de sua trajetória e formação, de seus maiores desafios e conquistas, e porque a inclusão é um tema de seu interesse. Vem com a gente!


"Pessoalmente gosto do que me tornei, pois tenho cada vez mais oportunidades de usar minhas habilidades e história de vida a favor, não só de mim, mas de quem precisa." (Mayara Gonçalves)

Seja muito bem-vinda ao Fala, Prô!, Ma! Sobre quais temas você pretende tratar em seus artigos mensais?

Agradeço o convite das queridas do Fala, Prô! É uma honra ter esse espaço e fazer parte da equipe. ❤️Em meus textos pretendo falar sobre questões pertencentes ao mundo das pessoas com deficiência e como elas interagem com tudo que as cerca. A partir daí, minha intenção é convidar as educadoras e educadores a refletirem sobre suas práticas escolares, dando ideias de como estruturá-las segundo as reais necessidades de pessoas que, como eu, convivem com uma deficiência.

Por que o mundo das pessoas com deficiência é um assunto de seu interesse?

O assunto da inclusão e acessibilidade dentro e fora do ambiente escolar faz parte da minha vida, já que nasci com paralisia cerebral e convivo com ela há 29 anos. Nessa trajetória, percebi que existe muita falta de informação, preconceito e um certo "medo" do desconhecido por parte da sociedade dita "normal". Isso acaba conferindo aos PCDs (pessoas com deficiência) lugares inferiorizados aos quais eles não pertencem e nem nunca pertenceram na realidade, mas que a sociedade os coloca por ser mais fácil rotular do que respeitar, acolher e valorizar as particularidades e necessidades de cada ser humano. Então, meu jeito de combater tudo isso é falar sobre minhas vivências e ajudar outras pessoas a construírem um olhar diferente sobre a pessoa com deficiência.


31 julho 2017

Entrevista: Carlos Lima e Educomunicação

✎ Por Fernanda Fusco
O Fala, Prô! também é espaço para entrevistas com profissionais da nossa área! E para começar 
bem, a nossa primeira é com Carlos Lima, coordenador do Núcleo de Educomunicação da SME-SP e criador do Imprensa Jovem, projeto educomunicativo que envolve o protagonismo de alunos e professores da rede. Carlos também é professor de Língua Inglesa, radialista e especialista em Educomunicação, além de ter atuado como Conselheiro Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação da  Cidade de São Paulo.

Carlos Lima em videoconferência. Arquivo pessoal do educomunicador.
Nesta entrevista, o professor explica o que é educomunicação, quais os projetos que envolvem esse conceito na SME-SP e qual a sua importância para as nossas escolas. Com a palavra, Carlos Lima: Fala, Prô!

O que significa "educomunicação"?

Educação com a comunicação ou comunicação para educação, Paulo Freire já dizia Educação é Comunicação, neste sentido o professor é um educomunicador nato.  A Educomunicação é novo campo de conhecimento. Trata-se de um conceito que relaciona dois importantes campos e que promove o exercício do diálogo na prática educativa. Na escola a Educomunicação promove a expressão comunicativa e criativa dos estudantes, a leitura crítica da mídia, a expressão responsável do direito a comunicação, o protoganismo com participação e a mediação tecnológica.

Quando e como começou o projeto Nas Ondas do Rádio?

O Nas Ondas do Rádio é parte de um processo histórico de implementação  da Educomunicação na Rede. Este tem início em 2001 com o projeto Educom.Rádio que a transforma em lei, Programa Educom lei 13.941/2004. Com a lei, a Educomunicação passa a ser uma politica pública na cidade de São Paulo. O Nas Ondas do Rádio surge como projeto na Rede para implementar esta política pública. Transforma-se em Programa Nas Ondas do Rádio com a portaria 5791/2009 e transforma-se no setor Núcleo de  Educomunicação,  articulado ao Currículo em 2006 a partir da Reorganização Administrativa de SME.  Apesar das transformações ao longo dos anos, atravessando gestões a proposta se mantém fiel aos preceitos da Educomunicação.


Conheça mais: Projeto História Oral com o professor Carlos Lima

Quais foram os outros projetos que nasceram a partir dele?

O Imprensa Jovem foi sem dúvida o projeto mais importante da transformação da Educomunicação na Rede. Trouxe a perspetiva aos projetos de diversificar ou mesmo integrar mídias diversas e Cultura Digital aos projetos de Educomunicação. Até 2005 o Rádio Escolar representada pelo projeto Educom.Rádio, era a única linguagem desenvolvida como proposta de Educomunicação. Com a chegada na Rede do Imprensa Jovem, o Rádio Escolar se ampliou suas atividades pedagógicas nos intervalos escolares para se transformar em agências de notícias. Então outros projetos como Jornal e Blog, também passaram a se associar ao Imprensa Jovem ajudando a expandir a proposta de Educomunicação na Rede. 

Hoje a Secretaria Municipal de Educação de SP conta com um núcleo de Educomunicação. Quais mudanças que a criação desse núcleo trouxe?

De fato a importância do Núcleo de Educomunicação, único no país em uma Secretaria Municipal de Educação é a consolidação de uma política pública de Educação. A Comunicação tão importante para o desenvolvimento da vida e portanto um direito humano, pode através da Educomunicação ter espaço no Curriculo com as linguagens de comunicação. Apesar da confusão que ainda existe sobre Educomunicação com a proposta de Tecnologias as ações buscam melhorar o ecossistema comunicativo nas relações humanas e na transversalidade dos diversos conhecimentos curriculares. Ganha a Rede com um setor independente que atende da Educação Infantil ao Ensino Médio e todas as outras frentes educativas da Rede. 

Qual a importância da educomunicação nas e para as escolas da Rede?

A escola tem dificuldade de se comunicar com ela própria, com a sua comunidade. A Educomunicação entre as suas diversas possibilidades pedagógicas taí para dar uma força para melhorar esta realidade.

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