✎ Por Mayara Gonçalves
Quantas vezes você já duvidou de si mesma/o? Assim começa o texto que marca o meu retorno ao Fala, Prô! depois de um hiato que teve: pandemia, retomada da vida e uma fugidinha "pras Europas" após de 4 anos sem férias. E por que eu estou contando tudo isso a partir de uma pergunta reflexiva dessas? Porque foi viajando que eu pude pensar sobre essa pergunta.
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| Toda plena na Rue de la Huchette, em Paris (07/2022). Clique aqui para ver mais! |
Passei 4 anos da minha vida me perguntando o que eu tinha ido buscar naquele curso, uma vez que a habilidade com o desenho e o atingimento da perfeição digna de grandes obras nunca foram mais do que um sonho de criança (que queria trabalhar na Abril e ser o Maurício de Souza nas horas vagas) totalmente frustrado. Como uma visão de mundo tão diversa poderia caber nisso tudo? Se o tempo todo ouvia de dentro pra fora e de fora pra dentro:
"No meio dessas pessoas você sofre menos se jogar com as artes que já domina: capacidade analítica e escrita. Porque você não é boa nas outras coisas."
Tentando jogar em um campo que me era desconhecido na prática (lápis, aquarela, papel, uma pitada de melancolia e a paciência que até hoje eu não entendo como todo artista tem) aprendi que, diferente do que me disseram, aquele não era lugar de experimentar e ser livre para criar. Aquele era um lugar para aprender a reproduzir padrões.














